quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
VERDADE DA VIDA
Sai da distância, do tempo.
Desce o degrau da ilusão, dá-me a mão, leva -me a esperança maior!
Diz sorrindo que me ama, fala de manso... respira o luar...
Dá-me um beijo que fique na lembrança, roubado da saudade para me presentear...
Olha-me nos olhos!
Fala se és capaz!
Que a saudade não existe, que o amor é coisa velha e que carinhos não se usam mais...
Confirma na indiferença de criatura vivida, que não chorastes jamais de memórias felizes;
querendo repassar nas horas o que sabes não voltar...
Diz que não sentes o tempo!
Que não te pesam as horas de solidão.
Que nem é sentimental.
Que passado é passado que não pode retornar.
Confirmas, se és capaz, de nunca ter visto a silhueta da pessoa amada, na face brilhante da lua...
Se negares tudo isso, se nada te tocou deveras, começa a sentir agora!
Porque se não, passaste pela vida sem viver.
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