Dormir não só alguém, mas próximo, sintonizado com este alguém, é, além do sexo, a maior intimidade que terás com um outro ser humano...
Quando dormimos, estamos completamente vulneráveis. Estamos entregues, dóceis, infantis e largados...
A carcaça dura do racional caiu. Como quando a areia bate nos olhos.
O jeitão que dormimos, com nossa face dócil e suave e com os braços e pernas largados de variadas formas, encostados ou enroscados em mim, é a coisa mais linda que já vi na vida...
Posso não ser um artista, mas me transformo num, com a capacidade de perceber a beleza e a profundidade deste momento...
E isso me toca na alma...
