Longa é a noite que mil estrelas conto.
No céu a palidez branca da lua, qual nossa separação: cruel, amarga, crua.
Em mim a esperança esmaecida recorda a imagem amada e o sonho inatingido.
Noite fria, sem princípio, sem fim...
Minha alma de tristeza umedecida em uma lágrima revive o amor de outrora.
Noite de estrelas, orvalhada de pranto...
Dentro da noite, uma saudade tua,
dentro de mim, o amor que não morreu...
Junho de 1981
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