domingo, 8 de janeiro de 2012
MEU TRAVESSEIRO
Na escuridão da noite...
Na escuridão de minha noite insone...
Em ti deposito minha cabeça cansada...
Todos os meus pensamentos aflitos...
Tu! os sentes tão palpitantes! Tão em contato contigo!
Quase palpáveis, meu travesseiro querido!
Não contes a ninguém minhas noites tristes...
As coisas que a ninguém foram ditas e que só a ti foram confiadas.
Guarda com carinho minhas lágrimas quentes vertidas e em teu interior depositadas...
Não contes a ninguém que choro baixinho, que soluço escondidinho...
Que meus lábios colados a ti dizem tudo, tudo que sinto!
Falando contigo o que para ninguém eu falo...
Não contes a ninguém que eu não sou aquela criatura barulhenta e alegre.
Que eu sou apenas um mito...
Não digas que sou aquele fracasso...
1981
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