sexta-feira, 3 de junho de 2011
NOITE DAS OLHEIRAS
Contemplando o busto esbelto e claro,
Repouso de esperanças e de anseios...
Temo perder-te entre nervoso e avaro, julgo morrer!
Se avultam os meus receios!
Nos teus cabelos um perfume raro a disparar o coração sem freios...
E após beijar-te amor somente paro, para beijar-te mais! sem mais rodeios...
Entretanto o que omiti, com mil perdões,
Digo lendo-te os olhos de veludo, na expressão e atitudes costumeiras...
Um momento, e estarás a par de tudo,
Pois certo nem de leve pressupõe,
Que te amo a eterna noite das olheiras!
1981
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