sábado, 4 de junho de 2011

GUARDA-ME EM TEUS BRAÇOS!


Guarda-me em teus braços!
Não deixes que meu corpo sinta o frio de uma indiferença...
Que outro sabor de beijos quentes
não tenham para mim o calor dos lábios teus.
Guarda-me em teus braços!
Sei que meu ser anseia uma presença
na ausência de tua alma distante.
Se sentires que a alma aos poucos vai fugindo,
não permita que outra de mim se aproxime,
e que mate a saudade que me acena de longe um lenço branco.
Guarda-me em teus braços!
Não deixes que fuja de mim o teu carinho,
para que outro olhar não tenha no meu olhar guarita...
Guarda-me em teus braços!
Não permita que eu sinta a solidão
e que procure no anseio do abandono
uma nova existência em uma outra vida.
Guarda-me em teus braços!
Guarda-me em todos os instantes!
Guarda-me sempre!
Para toda a vida...
(1981)

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