domingo, 25 de março de 2018

A ARTE DE SENTIR QUIETINHO


Nós nos abraçamos, enroscamos, entrelaçamos, embolamos das mais variadas formas...

Mas em uma delas eu senti certa intensidade, inteligência e profundidade...

Naquela em que estamos bem quietinhos, corpo colado e o silêncio reinando...

Não há mais um frenesi desenfreado, mas nem por isso deixamos de lado toda a vivacidade desta conexão. Muito pelo contrário. Ela tomou uma nova forma de expressão nunca antes percebida.

Somos matematicamente um.

Uma fusão que antes só existia no ato sexual, nas noites quentes e agitadas, agora acontece em todos os nossos cálidos momentos de quietude coladinhos e banhados na respiração tranquila, segura e perceptiva.

Só que agora em um novo viés de interação e conversa.

As energias do nosso amor, da nossa nova forma de se conectar, são trocadas, transfiguradas no silêncio, na quietude, no abstrato.

Uma nova forma de amar e se relacionar, nasce delicadamente e ainda muito sutil, frágil.

Vamos então, costurando devagarinho, os elos dessa nova e grandiosa perspetiva.

Um amor forte e verdadeiro, cheio de inteligência e interação e que nem por isso abandona nossa base animal, sedenta, como sempre daquela ardência única e igualmente revigorante.

Sim a sede vai continuar. Só que agora, além de inundada por nossas águas seminais, também por diferentes perfumes oriundos e renovados pelo nosso eterno amor. 😍😘



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