domingo, 13 de dezembro de 2015
TRANSLOUCADAMENTE
O batimento dos meus olhos congela...
Diante da visão apocalíptica do momento presente,
Com todo o seu fervor...
Do presente da experiência...
Tão linda, tão terna, tão liquidificadora...
Não sei viver sem esse agito,
Sem esse calor que hora me aquece, hora me queima...
Tentativa louca de lidar com o desconhecido...
Preciso...
Trazer a tona o que há de melhor em mim, através do que há de melhor e de pior em ti...
O balanço vai e volta...
O pêndulo incansável, perdura...
A cortina cai de repente,
se rompe, se rasga...
Nos dá o vislumbre esperado e inesperado.
Cristalinas e confusas...
Tranquilas e irrequietas...
Palpáveis e irreais...
Pudera... numa relação assim, somos mais que loucos!
Somos o arquétipo suicida que transcende a tudo que se encontra nos piores manicômios.
Tocamos na próstata e no útero da insanidade...
Transloucadamente, batemos feito britadeiras descontroladas,
Atingindo depois, bem depois, a alça do verdadeiro e único contato: na fusão...
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